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Copa do Mundo Feminina: TJMG recebe visita de conselheiros do CNJ

Como parte das ações de preparação da Justiça para a Copa do Mundo Feminina de 2027, da Federação Internacional de Futebol (Fifa), que será disputada no Brasil entre 24/6 e 25/7, o Grupo de Trabalho (GT) Paz nas Arenas, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visitou, na manhã desta quarta-feira (7/10), o Edifício-Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O GT atua sob a liderança dos conselheiros do CNJ Paulo Régis Machado Botelho, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE), e Rodrigo Badaró. No Plenário 7, integrantes do GT Paz nas Arenas e do Grupo Nacional de Coordenadores de Centros de Apoio Operacional Criminal (GNCCRIM) apresentaram boas práticas e ações dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos do TJMG. Na abertura, a coordenadora dos Juizados Especiais (Jesps) do Estado de Minas Gerais, juíza Raquel Discacciati Bello, destacou a importância da parceria entre as instituições para o bom desempenho dos Juizados que atuam em eventos esportivos e culturais. “O bom funcionamento do nosso Juizado do Torcedor se dá pelo empenho de muitos e pela parceria que temos com instituições como a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Defensoria Pública, o Ministério Público”, disse. Em seguida, o juiz auxiliar da Presidência do TJMG e supervisor da Unidade Avançada de Inovação em Laboratório (UAILab), Paulo José Rezende Borges, falou sobre o aplicativo que está sendo pensado tanto para torcedores quanto para magistrados e servidores. Por meio desse recurso, torcedores vão ter acesso a informações sobre o Juizado, e magistrados e servidores que estiverem trabalhando de plantão no evento vão acessar orientações, contatos e documentos. “A ideia foi pensar em uma solução para fazer essa informação chegar na ponta, de forma fácil, segura e simples. Assim, atendemos também ao torcedor com informações rápidas, práticas e em linguagem simples, como orientações para vítimas de violência ou localização de salas de apoio nos estádios”, afirmou. Segurança Segundo a juíza convocada na 2ª Instância, integrante da Coordenadoria dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos do TJMG e do GT Paz nas Arenas, Beatriz Junqueira Guimarães, o objetivo é que todas as oito sedes da Copa Feminina de 2027 atuem de forma alinhada. “Não só em relação à parte formal, mas que a gente possa passar para o exterior, principalmente, que todas as sedes são seguras. Não queremos homofobia ou discriminação de espécie nenhuma. Então, a ideia é que seja resolvido, explicado, ali mesmo”, afirmou. Além de Belo Horizonte, receberão os jogos da Copa as cidades de Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. União O coordenador do GT Paz nas Arenas, conselheiro Paulo Régis Machado Botelho, destacou a integração entre as instituições como uma das principais formas de condução dos trabalhos de preparação para a disputa do evento da Fifa. “É muito interessante a união, por exemplo, do Ministério Público com o Judiciário. É fundamental para que possamos conseguir atingir o objetivo de ter uma Copa do Mundo sem maiores abalos, maiores dificuldades, que possa representar bem e dar um bom retrato do nosso País para o mundo.” Ele destacou os aspectos da legislação que tratam da Copa do Mundo Feminina, em especial o combate à violência contra a mulher, ao racismo e à violência dentro e fora dos estádios. Para o conselheiro Rodrigo Badaró, as instituições envolvidas na organização do evento precisam atuar com firmeza nas soluções de problemas. “A gente precisa ter um tempo para olhar para questões que fomentam políticas públicas, de cuidado com a mulher e de cuidado com o torcedor. O futebol é uma paixão nacional que traz muita coisa boa, mas também pode gerar efeitos colaterais, que precisam ser tratados com uma atuação institucional firme e atenta.” Lapidar Após a apresentação no Plenário 7, os conselheiros do CNJ Paulo Régis Machado Botelho e Rodrigo Badaró visitaram a Central Lapidar de Monitoramento Integrado, Inteligência e Inovação do TJMG, no 12º andar do Edifício-Sede. A Central Lapidar, inaugurada em 17/6 de 2021, tem o objetivo de reunir, tratar e monitorar de forma centralizada os dados gerados pela Corte mineira, auxiliando na gestão estratégica e na tomada de decisões. Os conselheiros do CNJ estavam acompanhados do 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Manoel dos Reis Morais; da 3ª vice-presidente e superintendente de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses (Sutrac), desembargadora Shirley Fenzi Bertão; da superintendente de Logística, Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão do TJMG, desembargadora Mônica Libânio Rocha Bretas; do integrante do Comitê Estadual Judicial de Enfrentamento à Exploração do Trabalho em Condição Análoga à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas, desembargador Delvan Barcelos Júnior; e do coordenador dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos do TJMG, desembargador Franklin Higino Caldeira Filho. A desembargadora Mônica Libânio falou sobre o tratamento de dados da Central Lapidar, principalmente os voltados para a área da sustentabilidade. “Aqui conseguimos enxergar todos os dados que tramitam no Tribunal de Justiça, tanto na área jurídica como na administrativa. Apresentamos avanços significativos na área de sustentabilidade, como o controle do uso de papel e economia de energia elétrica e de combustível para os veículos utilizados em todo o Estado.” O conselheiro Paulo Régis Machado Botelho ressaltou que os dados da Central Lapidar mostram como o TJMG está engajado na pauta da sustentabilidade. “O acompanhamento de tudo que tramita no TJMG é necessário para que possam evoluir sempre nas mais persas áreas, inclusive na de sustentabilidade. O trabalho desenvolvido pelos responsáveis pela Central Lapidar merece destaque. Importante lembrar a Recomendação nº 169/2026, do Conselho Nacional de Justiça, que trata da contratação remunerada de cooperativas ou associações de catadores, valorizando aqueles que trabalham em prol de um Poder Judiciário mais sustentável.” Saiba mais: Judiciário intensifica preparação para Copa do Mundo Feminina de 2027 Número de visualizações: 34
08/10/2026 (00:00)
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